
Inadaptada para continuar, o medo é mais forte, torna-se pesado demais para as suas capacidades. O caminho esburacado, deixa de ser transitável, a cabeça quer, os membros paralisam.
Grita, mas ninguém ouve, abre os lábios como se quisesse falar, gestos silenciosos, criam-se ecos na cabeça, frases confusas e um turbilhão de palavras.
Ao fundo do caminho avista uma imagem, turva, corre como nunca correu, mas ela está sempre longe. Mas a força de continuar parece não esgotar, deixou de sentir o corpo, mas continua, segue, à procura do que não sabe.











