Oct 29, 2008

Calor dos vazios

A menina de sorriso largo, vestida de ingenuidade ficou para trás. Tropeça na calçada, dá gargalhadas, nada faz sentido. Cresceu a acreditar no conceito de amor eterno. Palavras ditas e descritas mas desconhecidas. A eternidade do amor apenas se mantém na memória, na realidade deitamo-nos com desejos, vivemos com paixões, vivemos momentos de efémera felicidade. Somos humanos, nunca estamos satisfeitos, a eternidade nunca terá convite.

Apesar do vazio, reencontra-se no calor da lareira, protegida pela sua manta, bebe um copo de vinho e celebra o regresso do frio. Esse regresso que nada trás de novo, apenas o cheiro das castanhas assadas, as calçadas que se vestem de folhas, as primeiras luzes artificiais.

A menina ficou para trás, mas a loucura mantém-se, o desejo e a paixão por aquilo que interessa também. A mulher sente-se cansada, precisa de retirar-se para recuperar as forças, protege-se do frio, afasta-se, volta aos lugares comuns.

Oct 26, 2008

The step

Esquece as memórias, os sorrisos que enchem qualquer vazio, não te envergonhes daquilo que és, acredita no teu mundo, aquele que tu crias, que te dá a protecção que precisas. Esquece a falta de moralidade, segue os teus ideais, luta pelo teu sonho, segue na estrada que tu escolheste. Acredita nas tuas personJustificar completamenteagens, não interessam os acessórios, chegou a altura. Aproveita a energia, a beleza e a inteligência. Não te vergues às superficialidades. A vergonha resume-se à nulidade, dá a mão aquilo que desejas, não vires costas. Olha, observa, segue. O amanhecer deixou de existir, o novo dia renasce.

Oct 23, 2008

My friends

"I choose my friends not by their skin or other archetype, but by the pupil.
They have to have questioning shine and unsettled tone.
I'm not interested in the good spirits or the ones with bad habits.
I'll stick with the ones that are made of me being crazy and blessed.
From them, I don't want an answer, I want to be reviewed.
I want them to bring me doubts and fears and to tolerate the worst of me.
But that only being crazy.
I want saints, so they dount doubt differences and ask for forgiveness for injustices.
I choose my friends for their clean face and their soul exposed.
I don't just want a man or a skirt, I also want his greatest happiness.
A friend that doesn't laugh together doesn't know how to cry together.
All my friends are like that, half foolish, half serious.
I don't want forseen laughter or cries full of pity.
I want serious friends, those that make reality their fountain of knowledge, but that fight to keep fantasy alive.
I don't want adult or boring friends.
I want half kids and half elderly.
Kids, so they don't forget the value of the wind blowing on their faces and elderly people so they're never in a hurry.
I have friends to know who I am.
Then seeing them as clowns and serious, crazy and saints, young and old, I will never forget that 'normalcy' is a steril and imbecil illusion."
Oscar Wilde

Oct 22, 2008

Ao acordar


Discover Chet Baker!

http://www.deezer.com/track/116960

"Let's get lost, lost in each other's arms
Let's get lost, let them send out alarms
And though they'll think us rather rude
Let's tell the world we're in that crazy mood.
Let's defrost in a romantic mist
Let's get crossed off everybody's list
To celebrate this night we found each other, mm, let's get lost"

Oct 21, 2008

Vantagens dos 30

"Ter 30 anos é uma posição de abrangência estratégica: pode namorar homens de 20, 30, 50... sem que ninguém lhe chame tarada" (autor desconhecido).
Fiquei muito mais descansada!

Oct 17, 2008

OFF

A facilidade do viver quando caminhamos na ignorância. Nesse mundo não entram estranhos ao serviço, os nomes dão identidade às pessoas que não lhe pertecem, a imaginação cada vez mais criativa sufoca-me, imagens desfocadas tiram-me o sono, acordo do pesadelo. Deixo a minha identidade para trás, vendo as capas e renasço ao sabor do vento.

Oct 15, 2008

The other side


O não questionar não significa ser insensivel
O não dizer não significa não sentir
O não olhar não significa não gostar
O amar não significa segurança
O beijar não significa contrato
O presentear não significa promessa
O esperar não significa amar
O chorar não significa tristeza
O terminar não significa não continuar
A conquista não significa eternidade

Oct 10, 2008

Ilusão?


"A consciência da inconsciência da vida é o mais antigo imposto à inteligência. Há inteligências inconscientes - brilhos do espírito, correntes do entendimento, mistérios e filosofias...

O cansaço de todas as ilusões e de tudo que há nas ilusões - a perda delas, a inutilidade de as ter, o antecansaço de ter que as ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim."
Bernardo Soares

Oct 9, 2008

Youth is


...happy because it has the capacity to see beauty. Anyone who keeps the ability to see beauty never grows old
Frank Kafka

Oct 8, 2008

Entre espelhos


Beleza. Inteligência. Energia. Optimismo. Liberdade incondicional. Livre. Egoísmo. Insensibilidade. Medos. Idade. Terrores. Morte. Terapias. Encantos. Facilidades. Obrigações. Proibições. Paixões. Momentos. Minutos. Prazeres. Sobrevivências. Olhares. Elogios. Dias. Noites. Rotina. Novidades.

Conversinhas deprimentes


Ela - Olá
Ele - Cá estamos
Ela - É verdade
(silêncio)
Ele - Até logo

(Porquê dizer até logo quando não se vai ver a pessoa logo? Sempre foi daquelas coisas que me irritam)

Oct 7, 2008

Another World



O regresso da voz que embala e faz-nos sonhar.
(novo EP já está disponivel, o album só para o ano)

Oct 3, 2008

Feminine

A visão feminina do coreógrafo Paulo Ribeiro de "Masculine" - a criação de 2007, para este quinteto de mulheres, que protagonizam " Feminine". Um espectáculo que explora novamente o imaginário pessoano, desta vez, a partir do olhar de cinco mulheres, quatro intérpretes de dança e uma actriz. Passagens do Livro do "Desassossego" - obra que há anos não abandona a mesa-de-cabeceira de Paulo Ribeiro - e de outros textos de Pessoa desencadeiam movimentos e palavras num espectáculo para cinco mulheres e Fernando Pessoa. Neste lado B da aventura pessoana do coreógrafo, a bola de futebol deu lugar aos saltos altos e a energia masculina ao belo estético, que emociona, que marca e não passa. As palavras do poeta desafiam as delas, que se deixam perder pelas suas próprias narrativas. A poética do movimento feminino percorre a peça, misturada com o ardor colocado em cada gesto. Neste universo pessoano elas preocupam-se com o cabelo, usam saltos altos, desdenham do homem e dançam com os corpos que transpiram sensualidade. O movimento é contido, escorreito e desagua num prazer prolongado. E este espaço de sensações é apenas interrompido pela força maior do coreógrafo, de brincar com as suas criações, de as colocar a rir de si próprias.

(na Culturgest, nos dias 22 e 23 de Novembro de 2008)

Sep 30, 2008

Turbilhão de sentidos

O ego parasita que se alimenta de presas, facilmente cairá na fossa, perdido em mil bocados. A inteligência não é medida do ego, nem as palavras ditas nem os olhares inventados. Tudo é falso, nada é intocável, o mundo não é nosso, somos apenas pequenos seres, deambulantes, sem verdadeiro destino nem crenças.
Superam os que criam o seu mundo, sem egoísmos, sem intocabilidades. Aproveitam a novidade que ai vem, seguem o coração e não se ficam por meros instintos.
A vida, o verdadeiro circo, uns alimentam-se das palmas, outros do brilho, outros ficam-se pelos nacos de carne, que azedam com o passar do tempo.
Tudo o que aparece não é esquecido, nada é feito em vão, nada se diz sem significado. As partidas são sempre uma realidade, os esquecidos facilmente se alimentam de novas memorias, as noites passam a ser dias, a lua deixa de fazer sentido.
Mas porquê as substituições repentinas? O que foi deixado alguma vez fez sentido? O que ai vem faz todo o sentido?
Ou vamos resumir os sentimentos apenas a sonhos, sem procurar o significado do nada? Porque a beleza está no silêncio e a paixão no mistério?
Calo-me eternamente, deixo de ouvir o que me embala, provo a novidade, observo a mudança.
(Apago os desejos e as vontades incontroláveis, que teimam ficar. Caiu uma nova tempestade de erros, que apagou as linhas da estrada. Não sei por onde seguir, não quero deixar esta estrada, mas ela deixou de ter saída).

Sep 28, 2008

Darkness


Visito o abismo. Morrem as palavras fabricadas, os sentires levianos. Vivemos de fugas e esperanças. Deixo de procurar o sentido do nada, nos sonhos visitam as perguntas, acordo, esqueço. Perdão por estar, por ter seguido o coração, aquele que quer deixar de sentir, chora raivas e sente-se só. O coração que estremece por ter sido apenas mais um, que receava o desconhecido. Perdido por entre memórias, sentires e desilusões, bastaram uns minutos para cumprimentar o lado mais obscuro.
Na margem que avisto, os sentires não fazem sentido, maquinizados, que roubam momentos, numa sede descontrolada de desejos pelo desconhecido, que brincam aos olhares e aos erotismos, exibindo a face da razão e da dignidade.


Sep 23, 2008

Lista de prendas

#1
Uma fuga da mente
#2
Um apagador de desejos
#3
Um explicador de perguntas
#4
Um tradutor de sensações
#5
Um MODO DE HIBERNAÇÂO

Sep 22, 2008

Is this desire?


Discover PJ Harvey!


"Turned to her and smiled
Secrets in his eyes
Sweetness of desire
Is this desire
Enough enough
To lift us higher
To lift above?
Hour-long, by hour, may we two stand
When we're dead, between these lands
The sun set behind his eyes"

Sep 20, 2008

Fog


Espero por aquilo que não conheço
Sinto-me um número para uma soma
A confusão é confusa
O não poder é torturante
como uma cadeira eléctrica
que nos profura a alma
corrói os membros
a cabeça pesada
precisa de um conforto
desse braço que foge

http://www.deezer.com/track/984280

Sep 18, 2008

Devaneios Reveladores

"Na verdade, se nos fosse dado penetrar com os olhos da carne na consciência dos outros, julgaríamos com mais segurança um homem pelo que devaneia do que pelo que pensa. O pensamento é dominado pela vontade, o devaneio não. O devaneio, que é absolutamente espontâneo, toma e conserva, mesmo no gigantesco e no ideal, a figura do nosso espírito. Não há coisa que mais directa e profundamente saia da nossa alma do que as nossas aspirações irreflectidas e desmesuradas para os esplendores do destino. Nestas aspirações é que se pode descobrir o verdadeiro carácter de cada homem, melhor do que nas ideias compostas, coordenadas e discutidas. As nossas quimeras são o que melhor nos parece. Cada qual devaneia o incógnito e o impossível, conforme a sua natureza."


Victor Hugo, in 'Os Miseráveis'

Sep 15, 2008

Disappearing Acts

Uma proposta de espetáculo de dança, infelizmente apenas hoje e amanha, às 22h00 no chapitô, "uma performance de Meredith Kitchen que levanta um conjunto de questões simplesmente desarmantes. Por que desaparecem as pessoas quando mais precisamos delas? E por que reaparecem quando menos as esperamos? O que acontece às palavras que ficam por dizer?".
"Encontros ocasionais, escapar-se por um triz, confusões, erros de compreensão. Uma mulher que se apercebe de que está em permanente derrapagem, dentro e fora da realidade, passa a vida a recompor-se de algo que provavelmente nem aconteceu. Uma mulher que se confronta com o seu subconsciente a bater-lhe à porta mas que não o deixa entrar (ou sair) porque não o reconhece."


A problemática das más interpretações, da confusão do significado das palavras, a falta de vontade de entender o outro, as realidades paralelas que se criam.

(outras notícias em www.news-machine.blogspot.com)

Corrida contra o tempo


Inadaptada para continuar, o medo é mais forte, torna-se pesado demais para as suas capacidades. O caminho esburacado, deixa de ser transitável, a cabeça quer, os membros paralisam.
Grita, mas ninguém ouve, abre os lábios como se quisesse falar, gestos silenciosos, criam-se ecos na cabeça, frases confusas e um turbilhão de palavras.
Ao fundo do caminho avista uma imagem, turva, corre como nunca correu, mas ela está sempre longe. Mas a força de continuar parece não esgotar, deixou de sentir o corpo, mas continua, segue, à procura do que não sabe.

Sep 10, 2008

Por aí



O sol escondido está
sinto os raios quando aí estou
quando estou por aí
chovem bolas de sabão
os cheiros encaminham
sigo o rasto desse
sei que não reside a perfeição
sei que sou eu
aí não se quer palavras
por aí apenas sem disfarces
nada de quebras
seres que vivem
aí provo o travo doce
o encanto do corpo
a tranquilidade do olhar
partem e não conheço o regresso
por aí as barreiras perderam-se
dedos perdidos por esse ser
do toque renasce.

Sep 4, 2008

Something changed

Um fumo sai do cigarro, devagarinho, como o tempo que passa por mim. Fumo um cigarro, não penso em nada, não espero que o tempo mude.
Queimo as opiniões, as lágrimas e os desesperos, não quero saber de imagens nem dos actos. Que se lixem as hipocrisias e as cobardias, as merdices, as esperas, as respostas, as vontades. Que se danem as más interpretações, as sensibilidades e as mimadices.
Algo mudou, coração descansa, não chora nem grita, aguarda pelo resultado final.
http://www.deezer.com/track/191699

Sep 3, 2008

À parte dos clichés


De muito de vez em quando surgem filmes que nos transportam para aquela idade da inocência, na qual achamos que basta seguir aquele caminho para nos levar ao amor da nossa vida. Fala de amores, fala do sofrimento por causa dos amores, muitos clichés que já todos conhecemos, mas sabe tão bem ouvir de novo. Aquelas sensações arrebatadoras são concerteza algo exageradas.
Senti-me adolescente, recordei a ingenuidade que me caracterizava e recordei a luta com que crescemos em encontrar um amor correspondido. Decerto que a "teimosa e doce busca para encontrar alguém que o ame tanto como ele a ama pode não levar à felicidade, mas de certeza que leva à descoberta da maturidade".
Crescemos e aprendemos que o cliché "amar e ser amado" apenas se revela em certos momentos.
Ele é actor, ela quer ser cantora, ele apaixona-se, ela revela-se, eles vivem momentos intensos, ele perde-se, ela acaba, ele enlouquece, ela entra em silêncio.
Mas para além do imediato falado no filme, há a questão da eterna representação na vida real, na qual fingimos para nos proteger. E o ser actor, será que se pretende passar o resto da vida a fingir que somos outras pessoas, sem criarmos nada que seja realmente nosso?
A ver para sentir e recordar, "The Hottest State".

Sep 1, 2008

Mundo à parte

Regresso ao mesmo mundo, ao lugar que não me pertence, o ar parece mais leve, no entanto. Sinto alguma mudança, mas no exterior os caminhos continuam os mesmos, os olhares de hipocrisia também.
Permaneço sentada, sorrio porque tenho o meu mundo, não pretendo ser solitária, mas não pretendo aliar-me. Vivo, respiro, caminho, tropeço por vezes, sinto-me confusa, a mente parece oca, em estado de embriaguez.
Se exprimisse o que sinto estaria a mentir, pois isto não conheço o significado, mas isto move-me, para o destino que também não conheço.

Aug 27, 2008

Lucidez manipulada

Na infância dizem que devemos lutar pelos nossos sonhos, anos mais tarde só criam barreiras para não os seguirmos.
Deito fora os medos e as lamentações, não quero saber das limitações, apenas cego por amor e só vive o arrependimento por aquilo que não fiz.
Vivo por aquilo que sinto, não desespero por aquilo que não tenho.
As palavras ditas é porque são da época. Os actos não satisfeitos é porque não interessam. Mas nada é feito de mãos dadas com a circunstância.
Não me lamento, lamento a cegueira. Não basta vêr, é essencial observar.

Aug 20, 2008

The return

proposta musical (de um dos meus actores favoritos):
http://www.deezer.com/track/4454

Aug 8, 2008

ESGOTADO

Letras esgotadas
palavras por dizer
desaparecerão com o tempo
as horas tomarão conta delas
as letras deixaram o sentido
as palavras precisam dos actos
os verdadeiros reflexos dos sentidos
as facilidades estão nas letras
as não outras corroiem os sentidos
abraçar o dito
é como querer agarrar o vento
apenas se sente não se tem
(fui!)

Aug 7, 2008

Ao fim do dia próximo

vou de férias!
Nada está programado mas vou ter o descanso merecido.
A mente e o corpo já desesperam.
Vão aproveitar tudo o que têm direito:
o não pensar e não responsabilizar
o nascer do dia ao som das gaivotas
o pôr do sol à beira mar
o cair da noite sob o céu estrelado
o sentir o vento e agarrar a brisa
Viver do sol e sorrir para a lua.
Levo na bagagem as músicas e as memórias.
A saudade já lá está, cada vez maior.
Até daqui a três semanas!!!
(darei notícias decerto)

Aug 5, 2008

Todas diferentes, todas iguais

É curiosa a reacção das pessoas, habituadas à M da noite, quando vêm a M da semana. E então as que estão com M mais de 30 horas semanais? Com essas é a verdadeira paródia, quando encontram M no seu estado nocturno.
Parece que M se apodera de diversas personagens, todas diferentes, aparentemente. Mas M acha engraçado, quebra qualquer tipo de monotonia...mas a sua cabeça é a mesma, a sua forma de ver o mundo também.
Será que é M uma priviligiada por ter oportunidade de vestir diferentes personagens? Ou será que M não está propriamente no sítio certo?...Ou será M doente de esquizofrenia?
Concertezamente que não. As personagens fazem parte da sua vida, o teatro também, mas M sabe que no mundo real não procura a representação, pretende ser ela própria, com os seus defeitos e qualidades...e mutações físicas.


(aproveito para deixar uma proposta musical, muito boa. M no seu lado mais piroso)
http://www.deezer.com/track/36171

Aug 3, 2008

Sound of silence


É por vezes tão ruidoso.
No silêncio encontro-te, a sorrir, o teu olhar chama-me, caminho, com reservas de medo e receios. Não será por causa disso que somos os eternos actores principais?
Neste palco maquiavélico, somos todos personagens e os sentimentos meros figurantes.
Eles observam as nossas representações, ali do canto, passam despercebidos, ninguém quer saber deles...mas eles riem-se, largam gargalhadas irónicas, pois somos maus actores, nunca seremos as verdadeiras estrelas, dizem eles.
No sonho avisto uma feelingsmachine. Tenho pouco dinheiro mas decidi conhecer o meu figurante. Coloco uma moeda, carrego no botão...ESGOTADO, tento outro, ESGOTADO, ESGOTADO, ESGOTADO, ESGOTADO...A cabeça roda, caio no vazio e não me encontro. Regresso ao silêncio e encontro paz...as memórias passam a mil, deixa-as passar.
Quero quebrar o silêncio...vou-me terapiar na música, ela percebe-me.

Jul 30, 2008

???

Porquê questionar se sabemos a resposta?
Porquê explicar o inexplicável?
Porquê arrepender se queremos repetir?
Porquê escolher se não há nada para escolher?
Porquê ignorar o gigante como se não existisse?
Porquê manter quando não se quer manter?
Porquê a presença quando não se quer estar?
Porquê sentir obrigação quando nada é exigido?
Porquê dizer quando não se sente?
Porquê tantas palavras para evitar maus entendidos?
Porquê o silêncio quando se quer gritar?
Porquê gritar quando se quer beijar?

Jul 27, 2008

Eles estão de volta



(já tinha saudades!!!não podia deixar passar este momento, já que foram eles que inspiraram o nome deste blog. A poizé!Se quiserem saber como, pesquisem o primeiro álbum, não as músicas, mas a caixa mesmo!).

Jul 24, 2008

(Des) Equilibrio



Mantém o fato vincado e magnificamente apresentável, para manter a postura e ser aceite pela sociedade. No uniforme encontra o equilíbrio, mas a cabeça perdeu-a, algures, não sabe onde...e a sociedade que exige as boas aparencias e as boas maneiras, desaparece aos poucos, levada pela tempestade...os valores e os ideais são sugados pelo tornado!
...sabe o que lhe espera...vai deixar o fato para viver em liberdade e fazer renascer a sua sociedade!

Jul 22, 2008

Milhares de segundos

olhar que se transforma
transformação desconhecida
abraços que mimam
beijos que renascem
desejos que pedem repeat
sem questionar nem responder
beber essa energia transportada
abraçar a pele suada
olhos que se fecham e sonham
sonho é feito desses momentos
momentos que amanhecem e não querem acabar
param os ponteiros para não amanhecer
correm os ponteiros para deixar entrar o anoitecer
e a música corre sem pedir licença
é bem vinda e tudo o que trás com ela
a música puxa o sonho à realidade
no real existe o certo e o errado
o sonho apenas quer sentir e não esquecer

Jul 14, 2008

Sem sentidos

Vagueio por entre luzes incandescentes que cegam
por estradas que não conheço o destino
pinto telas de cores que não distingo.
O querer estar não significa nada
o não dizer nada não significa não querer
o dizer não resulta em nada
não conheço nada e isso é tortura
tortura por não ter
ou tortura por enlouquecer
descontrolar para não torturar?
não seguir para não descontrolar?
não sentir para não seguir?
basta sentir para ficar por aqui?
Apenas basta isso, nada mais.

Jul 11, 2008

Gifts for myself

(que ouvirei nesta noite, se me deixarem)


Love in a trashcan - The Raveonettes
I don´t want to fall in love - She Wants Revenge
Alabama Song - Doors
Just like honey - Jesus and Mary Chain
Talk show host - Radiohead
Rapture - Antony and the Johnsons
Hoppípolla - Sigur Rós
Nothing really ends - deus
Once upon a time - Air
Slow Show - National


"You know I dreamed about you
for twenty-nine years
before I saw you
You know I dreamed about you
I missed you for
for twenty-nine years"

Jul 9, 2008

Há coisas fantásticas...

...como tanta coisa pode tanto mudar, apenas com a presença de alguns minutos!!!!

Jul 1, 2008

Antes de...

...anoitecer, as palavras nascem porque se complementam, nada é exigido. As palavras fluem, nada se planeia, nada se obriga.


...amanhecer, a queda total. As defesas caiem, a multidão apertada desaparece, os ponteiros morrem por instantes, os olhares estranhos transformam-se em meros manequins, as limitações evaporam-se. Os sonhos não exigem palavras, pois os sonhos são apenas imagens. É o viver numa dimensão desconhecida, que só pode ser vivida uma vez.

...do desejo será a loucura?
...da confusão será o descontrolo?