Dec 29, 2008

Listen the last year

Final de mais um ano...

Sorrio pelas pessoas que conheci, pelos amigos que mantive, pelas noites nonsense, por aquela "2.ª casa", pelos desafios que se criaram, pelos milhares de segundo vividos, pelo calor deitado fora, pelos movimentos inventados, por todas as palavras trocadas, pelos olhares que despiram.

Lanço gargalhadas pelos momentos únicos que passei por aí e acolá, pelas esperanças e desejos criados, pelas esperas intermináveis.

Confunde-me os momentos de desespero e vazio, nos quais me senti perdida e desesperada por encontrar o caminho certo.

Tudo fez sentido...novos desafios aproximam-se. Serei capaz?


FELIZ ANO DE 2009!

Dec 26, 2008

Feel the smell

Está escuro, os olhos tremem, as mãos frias, o coração quente...sente o teu cheiro, como é possível tal coisa, se tu não estás ali? Rodeada de estranhos, procuro o que quero encontrar...nada, apenas o teu cheiro que se entranhou em mim como se o conhecesse há anos.
Acordo do sonho, o cheiro continua real, observo-me no espelho, deixo de ver a mesma mulher...mas os medos continuam lá atrás, a persegui-la por todos os caminhos sem saída. Percorre a estrada, o cheiro mantém-se, quero deixa-lo descansar mas continua a acompanhar-me. Será que chegarei ao seu dono? Mas ele afasta-a, reage por entre linhas mas tem alguém que o espera todos os dias.
Na escuridão sonho, nos sonhos tudo é possível, na possibilidade das oportunidades crio a minha realidade.

Dec 23, 2008

Christmas?


Parece que este ano deixou de fazer qualquer sentido. Não vejo vontade nem esforço. Sinto-me perdida e sem forças. Já ninguem se importa?
Procuro o sentido que atribuiamos ao Natal, aquele verdadeiro sentido, como só nós conseguiamos dar. Corro, vasculho, observo...nada vejo. Estarei cega?
A luz das velas deixou de aquecer o frio, os blocos de cera traduzem-se agora em meros objectos decorativos.

Fora este estado (que acredito que brevemente passará) , desejo a todos, amigos, conhecidos, desconhecidos, todos aqueles que cruzaram na minha vida, todos aqueles por quem sorri e chorei, um FELIZ NATAL, daqueles que aquecem qualquer alma, mesmo a mais fria e distante!

Dec 16, 2008

Repeat again



Take me out tonight
Oh take me anywhere, I don't care, I don't care, I don't care
And in the darkened underpass I thought oh God, my chance has come at last
Just driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one, Oh Lord
No I haven't got one.
There is a light that never goes out...

Dec 15, 2008

White memories


A nostalgia que nasce após o amanhacer, o desejo de ficar, a vontade de ser seguida, o amanhecer que me faz continuar.
Falta inspiração, cabeça cansada, poucas horas dormidas, os lábios sorriem. Os dedos anseiam por desenhar palavras, mas apenas vejo um turbilhão de imagens, de desejos e apenas isso.
Apenas ficar, sentir, viver, sorrir, observar, cheirar.
Recordo o sol que nasceu, a chuva que caiu, o frio, os passos caminhados, os sorrisos trocados, os abraços sentidos. Recordo cada milimetro de distancia, os poucos dias nascidos, as horas intermináveis de coisas sem sentido.
Cada segundo, uma nova história, uma nova vida, uma nova sensação.

Dec 9, 2008

Espírito do viver


“Nada mais suave do que arrastarmo-nos atrás dos acontecimentos; e nada mais ‘razoável’. Mas sem uma forte dose de demência não há iniciativa, nem empreendimento, nem gesto. A razão: ferrugem da nossa vitalidade. É o louco que há em nós que nos força à aventura; se nos abandonar, estaremos perdidos; (…)
Não se pode ser ‘normal’ e estar vivo ao mesmo tempo. Se me mantenho em posição vertical e me preparo para preencher o próximo instante, se, em suma, concebo o futuro, é porque intervém um oportuno desvario do meu espírito.
Quando me torno sensato, tudo me intimida: deslizo em direcção à ausência, a fontes que não se dignam jorrar, a essa prostração que a vida deve ter conhecido antes de conceber o movimento, atinjo, à força de cobardia, o fundo das coisas, encurralado à beira de um abismo contra o qual nada posso e que me isola do futuro”.

E.M. Cioran (A Tentação de Existir)

Dec 5, 2008

Dia # 2

O melhor concerto do festival, ali para os lados das Variedades,



de regresso ao Tivoli, para ouvir os sons das emoções,



e para acabar o festival em grande e de regresso às Variedades,




Festival muito bom, aguarda-se ansiosamente pela próxima edição.

Dec 4, 2008

DIA # 1

Tivoli transformado numa verdadeira pista de Disco,



A voz doce desceu ao Maxime,

Dec 3, 2008

TEMPO

Depois de algum tempo, percebes que o compreender demasiado só devolve coisas sem sentido.
Aquilo que achavas que merecia toda a tua atenção, afinal resumiu-se a breves momentos sem chão. Todas as palavras ditas e inventadas caíram em saco roto.
Depois de algum tempo, depois de observares o inesperado, apercebes-te que afinal os teus ideais foram feridos, que os teus sentimentos foram deitados fora, como lixo, que as tuas esperas nunca fizeram sentido.
Depois de algum tempo percebes que se riram nas tuas costas e sorriram na tua cara, que o lado mais negro dos humanos sempre existe.
Depois de algum tempo ganhas mais aquilo que precisas para te proteger e para deixar de acreditar no olhar.
Depois de algum tempo renovas o ar e encontras aquilo que sempre desejas-te.
Depois de algum tempo tens orgulho de cada milímetro de chão que pisas.

Nov 28, 2008

Personalidades múltiplas

Depois de alguns anos por este mundo, por vezes medíocre, por vezes agradável, com alguma, ligeira, relativa experiência sobre o certo e o errado, sobre valores e ideais, cheguei a uma brilhante conclusão: todos nós temos múltiplas personalidades.
Eu explico, de acordo com as minhas análises visuais, sensitivas, tactuais e sei lá mais, aprendi que para manter a sanidade mental (duas palavras que em conjunto podem significar diversas coisas, mas não significam de certo, o conceito terrível, de NORMALIDADE), temos de adoptar diversos escapes para fazer face à normal rotina que a vida nos oferece. Os nossos gostos musicais, culturais e até mesmo sexuais podem ser sempre os mesmos mas a forma como lidamos com os outros depende muito daquilo que esperamos do outro, daquilo que o outro nos deixa controlar, dos limites que o outro nos oferece.
Dizem que a bipolaridade é "uma forma de distúrbio de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase de maníaca ou hipomania, hiperactividade e grande imaginação, e uma fase de depressão de inibição, lentidão para conceber ideias e realizar, e ansiedade ou tristeza". Mas quem é que nunca teve um momento de elevada hiperactividade, com uma criatividade fantástica, e logo de seguida momentos de depressão? Se calhar, porque chegou à conclusão que as ideias fantásticas não eram assim tão boas, ou porque procura alcançar sonhos e nem sempre os consegue alcançar...Whatever, o que quero dizer, é que talvez todo o ser humano que procura viver intensamente a vida e tudo aquilo que ela nos dá, estará mais susceptível a momentos de euforia, momentos de ansiedade ou de tristeza. Mas tudo isso faz parte da vida, quem não passa por elas é porque tem medo de viver. Não?

Nov 26, 2008

MANIFESTO #1

100% a favor da eliminação completa de:
1) pessoas mesquinhas
2) aquelas que só sabem falar dos filhos
3) pessoas que têm no telemóvel, no computador, na mala, na carteira e sei lá mais onde a fotografia dos filhos, do periquito, do cão e do marido
4) aqueles que passam o dia 24 de Dezembro a mandar sms parvas e estupidificadas de boas festas, ao mundo inteiro e arredores
5) os que se acham o máximo, e não têm a mínima noção da realidade
6) os novos freaks que contestam por tudo e por nada, que se armam em fundamentalistas, defensores da liberdade e da natureza, contra o capitalismo, mas têm sempre os papas a proteger a retaguarda
7) do típico cobarde que foge da responsabilidade e depois ainda se arma em coitadinho
8) daquela gente que se chateia à mínima coisa e que não faz um esforço para compreender

Nov 21, 2008

Dance is my poem


"The dance is a poem of which each movement is a word"

Na dança que ela escolheu, cria as palavras que não consegue dizer, na dança que ela escolheu diz-lhe para ficar.
Solta movimentos lentos, nada a faz parar. Cada dedo do pé, cada dedo da mão, cada fio de cabelo, todos lançam palavras. Esquecem-se que estão no meio da multidão, a alma solta-se e viaja por entre paredes, ultrapassa a porta e lança-se sem destino. O corpo larga-se, o sangue sobe, aquece e aquece cada vez mais, os movimentos aceleram, tudo rodopia...
Ela ficou muda, ela dança para ele, nos movimentos que cria diz-lhe que o quer reencontrar.

Nov 19, 2008

Partida?

Deixei de pertencer a algum sitio, coisa ou alguém. NADA faz sentido. TUDO desaparece na areia levada pelo simples sopro. Sonho nas malas feitas, sonho na partida, sonho em não deixar rasto, sonho no não regresso.

Será que sou culpada por nunca ter tido um GRAVE problema, como eles dizem? Será que tenho de me esforçar para que esse problema me atinja para mais tarde dizer "Já nada me atinge. Já tive um grave problema".
Ou será que sou uma verdadeira optimista, e não vejo o lado grave da coisa?

Nov 17, 2008

Reciclagem de palavras

Depois de alguns anos de vida, apercebemo-nos que as palavras ditas nem sempre nascem de fonte segura, que as palavras ditas não são virgens, que as palavras ditas foram deitadas fora para reciclagem.

Momentos passados, aproveitados para inventar palavras bonitas, para criar frases apaixonadas, novos momentos, deixam de fazer sentido, novos seres, palavras reutilizadas, mantém-se as letras, a acentuação, os pontos finais aqui e ali.

Aprendi que prefiro o silêncio, onde apenas observo os actos, dispenso o ruído das palavras.

Nov 14, 2008

Imortal?

Um desconhecido quebra o contrato com a vida, à porta de minha casa. Em 10 segundos, a vida pregou-lhe uma partida. Pergunto-me, porque existem mortes ridículas, sem sentido nenhum?
Terei eu esse destino? Chegarei à hora, e direi que fui feliz? Direi que fiz tudo aquilo que desejei? Deixarei marca?
O objectivo supremo do simples mortal não é alcançar a imortalidade? Através da obra que promoveu durante a vida.
Alguma vez alcançarei um décimo da imortalidade?

Nov 12, 2008

Valsa Islandesa

Ontem o frio tranformou-se em glosoli, foi um Ágætis Byrjun de semana.
Estremeci, viajei, sonhei, flutuei, voaei! Tudo ao mesmo tempo. Até o impossivel acontece.
Senti-me a dançar em Hoppípolla, sob as cores do Hafssó.

(se não tivesse conseguido ir desta vez, decerto que cortaria os pulsos)

Nov 11, 2008

A milhas

Não voltarei a entrar onde não sou bem vinda. Essa "entrada" criadora de maus entendidos, aos quais desejo manter-me a milhas.
Quero continuar a sentir o lado verde lima recém nascido.
Não sei como escolher as palavras certas, sinto-me a afastar daquilo que não queria.
Não interessa, não cabe apenas a mim.

Nov 7, 2008

Opção certa


Mantenho a minha tendência de manter as posturas, prolongar os caminhos, fechar as portas à solidão, pisar o sossego, multiplicar os sentimentos. Deixei de me sentir alegre, nunca estive triste, sinto-me distante, numa bola de gigante, no meio da multidão, vejo os gritos, as conversas, as musicas, não os oiço.
A conta dos pedidos já vai alta, os bolsos esvaziam à velocidade da luz, continuo a adiar o inadiavel, até quando?
A vida não volta a atrás, cada novo dia é uma representação ao vivo, não há lugar a dias de ensaio.

Nov 6, 2008

O verdadeiro mundo TROL

Estava eu a ouvir, no modo mais discreto possivel, os meus queridos Arcade Fire, quando alguém pergunta, "estás ouvir música chinesa?" e acrescenta "bem sei que gostas de ouvir essas chinesisses...", bom, pensei eu "o frio está a fazer-lhe mal, congelou os neurónios", mas logo de seguida lembrei-me daquele comentário "pois, tu gostas é de ouvir aquela rádio que dá música estranha", não é estranha, é simplesmente a melhor rádio do MUNDO (nem preciso de indicar qual é!).
O Mundo está verdadeiramente perdido...quero hibernar, que me atirem com uma pedra para entrar em coma!!!

Nov 5, 2008

Angels of snow


Estou longe do ar viciado
aqui sinto o frio, vejo a neve e tudo parece tão natural
tudo parece tão limpo, tão puro
longe dos jogos, longe dos olhares inquisidores
perto do meu ser
procuro a minha verdadeira essência que parece perdida
por entre curvas oiço vozes que me prendem
sigo a estrada que me leva ao desconhecido
Lá em baixo o desconhecido deixou de o ser
tudo parece igual, as conversas, os olhares, parecem saídos da fábrica.
Piso o chão frio, da estrada branca, sorrio! Existo, vivo!

Nov 2, 2008

ODEIO

CENTROS COMERCIAIS

Odeio o conceito do "passeio até ao shopping" ou ir "almoçar fora...no shopping".
Verdadeiras atitudes sociais do mais deprimente que existe.
Não entendo a animação de passar uma tarde inteira num espaço cheio de gente, a "ver montras".
Defendo o sistema de entradas nos CC com uma validade de apenas 1 hora (vá lá, 1h30m, mais meia hora, a contar com as idas às WC e as controvérsias com as criancinhas, que teimam berrar aos sete ventos, só para terem aquela coisa que não se entende para que serve). Assim, todos iríamos só para satisfazer o verdadeiro objectivo dos centros comerciais: COMPRAS, e não para namorar, engatar ou almoçar, ou para mostrar o "bónito" fato de treino que se comprou no dia anterior, nos lelos ainda por cima.
Haja paciência!

Nov 1, 2008

Voltares

Voltarei a sentir o toque de seda?
Voltarei a penetrar num olhar que deseja?
Voltarei a observar o sorriso que enche o vazio?
Voltarei a ouvir palavras que complementam?
Voltarei a viver o silêncio que prende?

Esse voltar nunca existiu, nunca voltará o nada.
Transformei-me numa aberração para me proteger de ti.
Estavas tu entre grades, a minha vontade de te abraçar era de lua cheia, mas os teus olhares estavam desviados, loucos por outros sorrisos.
Apenas desejava ter ouvido as palavras não ditas. Esses lábios que fizeram largar sorrisos, sentir aquelas borboletas no estômago, mas também verdadeiros golpes. Com esses lábios conheci todas as cores de uma tela, a luminosidade do amanhecer e o brilho das luzes.
Os lábios que me fizeram derramar lágrimas, por ter desejado o impossível.
Deixarei tudo isto, não sei se voltarei a estes lados.

Oct 29, 2008

Calor dos vazios

A menina de sorriso largo, vestida de ingenuidade ficou para trás. Tropeça na calçada, dá gargalhadas, nada faz sentido. Cresceu a acreditar no conceito de amor eterno. Palavras ditas e descritas mas desconhecidas. A eternidade do amor apenas se mantém na memória, na realidade deitamo-nos com desejos, vivemos com paixões, vivemos momentos de efémera felicidade. Somos humanos, nunca estamos satisfeitos, a eternidade nunca terá convite.

Apesar do vazio, reencontra-se no calor da lareira, protegida pela sua manta, bebe um copo de vinho e celebra o regresso do frio. Esse regresso que nada trás de novo, apenas o cheiro das castanhas assadas, as calçadas que se vestem de folhas, as primeiras luzes artificiais.

A menina ficou para trás, mas a loucura mantém-se, o desejo e a paixão por aquilo que interessa também. A mulher sente-se cansada, precisa de retirar-se para recuperar as forças, protege-se do frio, afasta-se, volta aos lugares comuns.

Oct 26, 2008

The step

Esquece as memórias, os sorrisos que enchem qualquer vazio, não te envergonhes daquilo que és, acredita no teu mundo, aquele que tu crias, que te dá a protecção que precisas. Esquece a falta de moralidade, segue os teus ideais, luta pelo teu sonho, segue na estrada que tu escolheste. Acredita nas tuas personJustificar completamenteagens, não interessam os acessórios, chegou a altura. Aproveita a energia, a beleza e a inteligência. Não te vergues às superficialidades. A vergonha resume-se à nulidade, dá a mão aquilo que desejas, não vires costas. Olha, observa, segue. O amanhecer deixou de existir, o novo dia renasce.

Oct 23, 2008

My friends

"I choose my friends not by their skin or other archetype, but by the pupil.
They have to have questioning shine and unsettled tone.
I'm not interested in the good spirits or the ones with bad habits.
I'll stick with the ones that are made of me being crazy and blessed.
From them, I don't want an answer, I want to be reviewed.
I want them to bring me doubts and fears and to tolerate the worst of me.
But that only being crazy.
I want saints, so they dount doubt differences and ask for forgiveness for injustices.
I choose my friends for their clean face and their soul exposed.
I don't just want a man or a skirt, I also want his greatest happiness.
A friend that doesn't laugh together doesn't know how to cry together.
All my friends are like that, half foolish, half serious.
I don't want forseen laughter or cries full of pity.
I want serious friends, those that make reality their fountain of knowledge, but that fight to keep fantasy alive.
I don't want adult or boring friends.
I want half kids and half elderly.
Kids, so they don't forget the value of the wind blowing on their faces and elderly people so they're never in a hurry.
I have friends to know who I am.
Then seeing them as clowns and serious, crazy and saints, young and old, I will never forget that 'normalcy' is a steril and imbecil illusion."
Oscar Wilde

Oct 22, 2008

Ao acordar


Discover Chet Baker!

http://www.deezer.com/track/116960

"Let's get lost, lost in each other's arms
Let's get lost, let them send out alarms
And though they'll think us rather rude
Let's tell the world we're in that crazy mood.
Let's defrost in a romantic mist
Let's get crossed off everybody's list
To celebrate this night we found each other, mm, let's get lost"

Oct 21, 2008

Vantagens dos 30

"Ter 30 anos é uma posição de abrangência estratégica: pode namorar homens de 20, 30, 50... sem que ninguém lhe chame tarada" (autor desconhecido).
Fiquei muito mais descansada!

Oct 17, 2008

OFF

A facilidade do viver quando caminhamos na ignorância. Nesse mundo não entram estranhos ao serviço, os nomes dão identidade às pessoas que não lhe pertecem, a imaginação cada vez mais criativa sufoca-me, imagens desfocadas tiram-me o sono, acordo do pesadelo. Deixo a minha identidade para trás, vendo as capas e renasço ao sabor do vento.

Oct 15, 2008

The other side


O não questionar não significa ser insensivel
O não dizer não significa não sentir
O não olhar não significa não gostar
O amar não significa segurança
O beijar não significa contrato
O presentear não significa promessa
O esperar não significa amar
O chorar não significa tristeza
O terminar não significa não continuar
A conquista não significa eternidade

Oct 10, 2008

Ilusão?


"A consciência da inconsciência da vida é o mais antigo imposto à inteligência. Há inteligências inconscientes - brilhos do espírito, correntes do entendimento, mistérios e filosofias...

O cansaço de todas as ilusões e de tudo que há nas ilusões - a perda delas, a inutilidade de as ter, o antecansaço de ter que as ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim."
Bernardo Soares

Oct 9, 2008

Youth is


...happy because it has the capacity to see beauty. Anyone who keeps the ability to see beauty never grows old
Frank Kafka

Oct 8, 2008

Entre espelhos


Beleza. Inteligência. Energia. Optimismo. Liberdade incondicional. Livre. Egoísmo. Insensibilidade. Medos. Idade. Terrores. Morte. Terapias. Encantos. Facilidades. Obrigações. Proibições. Paixões. Momentos. Minutos. Prazeres. Sobrevivências. Olhares. Elogios. Dias. Noites. Rotina. Novidades.

Conversinhas deprimentes


Ela - Olá
Ele - Cá estamos
Ela - É verdade
(silêncio)
Ele - Até logo

(Porquê dizer até logo quando não se vai ver a pessoa logo? Sempre foi daquelas coisas que me irritam)

Oct 7, 2008

Another World



O regresso da voz que embala e faz-nos sonhar.
(novo EP já está disponivel, o album só para o ano)

Oct 3, 2008

Feminine

A visão feminina do coreógrafo Paulo Ribeiro de "Masculine" - a criação de 2007, para este quinteto de mulheres, que protagonizam " Feminine". Um espectáculo que explora novamente o imaginário pessoano, desta vez, a partir do olhar de cinco mulheres, quatro intérpretes de dança e uma actriz. Passagens do Livro do "Desassossego" - obra que há anos não abandona a mesa-de-cabeceira de Paulo Ribeiro - e de outros textos de Pessoa desencadeiam movimentos e palavras num espectáculo para cinco mulheres e Fernando Pessoa. Neste lado B da aventura pessoana do coreógrafo, a bola de futebol deu lugar aos saltos altos e a energia masculina ao belo estético, que emociona, que marca e não passa. As palavras do poeta desafiam as delas, que se deixam perder pelas suas próprias narrativas. A poética do movimento feminino percorre a peça, misturada com o ardor colocado em cada gesto. Neste universo pessoano elas preocupam-se com o cabelo, usam saltos altos, desdenham do homem e dançam com os corpos que transpiram sensualidade. O movimento é contido, escorreito e desagua num prazer prolongado. E este espaço de sensações é apenas interrompido pela força maior do coreógrafo, de brincar com as suas criações, de as colocar a rir de si próprias.

(na Culturgest, nos dias 22 e 23 de Novembro de 2008)

Sep 30, 2008

Turbilhão de sentidos

O ego parasita que se alimenta de presas, facilmente cairá na fossa, perdido em mil bocados. A inteligência não é medida do ego, nem as palavras ditas nem os olhares inventados. Tudo é falso, nada é intocável, o mundo não é nosso, somos apenas pequenos seres, deambulantes, sem verdadeiro destino nem crenças.
Superam os que criam o seu mundo, sem egoísmos, sem intocabilidades. Aproveitam a novidade que ai vem, seguem o coração e não se ficam por meros instintos.
A vida, o verdadeiro circo, uns alimentam-se das palmas, outros do brilho, outros ficam-se pelos nacos de carne, que azedam com o passar do tempo.
Tudo o que aparece não é esquecido, nada é feito em vão, nada se diz sem significado. As partidas são sempre uma realidade, os esquecidos facilmente se alimentam de novas memorias, as noites passam a ser dias, a lua deixa de fazer sentido.
Mas porquê as substituições repentinas? O que foi deixado alguma vez fez sentido? O que ai vem faz todo o sentido?
Ou vamos resumir os sentimentos apenas a sonhos, sem procurar o significado do nada? Porque a beleza está no silêncio e a paixão no mistério?
Calo-me eternamente, deixo de ouvir o que me embala, provo a novidade, observo a mudança.
(Apago os desejos e as vontades incontroláveis, que teimam ficar. Caiu uma nova tempestade de erros, que apagou as linhas da estrada. Não sei por onde seguir, não quero deixar esta estrada, mas ela deixou de ter saída).

Sep 28, 2008

Darkness


Visito o abismo. Morrem as palavras fabricadas, os sentires levianos. Vivemos de fugas e esperanças. Deixo de procurar o sentido do nada, nos sonhos visitam as perguntas, acordo, esqueço. Perdão por estar, por ter seguido o coração, aquele que quer deixar de sentir, chora raivas e sente-se só. O coração que estremece por ter sido apenas mais um, que receava o desconhecido. Perdido por entre memórias, sentires e desilusões, bastaram uns minutos para cumprimentar o lado mais obscuro.
Na margem que avisto, os sentires não fazem sentido, maquinizados, que roubam momentos, numa sede descontrolada de desejos pelo desconhecido, que brincam aos olhares e aos erotismos, exibindo a face da razão e da dignidade.


Sep 23, 2008

Lista de prendas

#1
Uma fuga da mente
#2
Um apagador de desejos
#3
Um explicador de perguntas
#4
Um tradutor de sensações
#5
Um MODO DE HIBERNAÇÂO

Sep 22, 2008

Is this desire?


Discover PJ Harvey!


"Turned to her and smiled
Secrets in his eyes
Sweetness of desire
Is this desire
Enough enough
To lift us higher
To lift above?
Hour-long, by hour, may we two stand
When we're dead, between these lands
The sun set behind his eyes"

Sep 20, 2008

Fog


Espero por aquilo que não conheço
Sinto-me um número para uma soma
A confusão é confusa
O não poder é torturante
como uma cadeira eléctrica
que nos profura a alma
corrói os membros
a cabeça pesada
precisa de um conforto
desse braço que foge

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